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Sevenn e Alok trocam acusações por créditos e royalties musicais.




O duo Sevenn, formado por Kevin e Sean Brauer, denunciou através de artigo publicado no site da Billboard americana, que Alok nunca deu os créditos ou repassou os valores corretos das produções realizadas por eles como “ghost producers” desde 2015.

Segundo o artigo, o Sevenn produziu diversos hits para o DJ brasileiro, até mesmo sua mais recente música, “Un Ratito” com a cantora e influencer Juliette Freire e Luis Fonsi. Os irmãos listaram as músicas não creditadas na reportagem sendo elas:


  • "Un ratito" (Alok, Luis Fonsi, Lunay, Lenny Tavárez e Juliette)

  • “Favela” (Alok e Ina Wroldsen)

  • “Fuego” (Alok e Bhaskar)

  • “Suave” (Alok e Matheus & Kauan)

  • “Got To Get a Grip” (remix de Mick Jagger)

  • “Piece of Your Heart” (remix de Meduza)

  • “BYOB” (remix de System of a Down)

Perceba que são exatamente todas as músicas “mais conhecidas” de Alok (pelo menos as que mais receberam posições relevantes em charts musicais) que rebateu as acusações dizendo já esperar essa “denúncia” uma vez que move processo contra os irmãos desde 12 de janeiro deste ano também por não ser creditado e nem receber os valores de 05 tracks do Sevenn inclusive “Boom” lançada com o holandês Tiësto.


Assim como Alok, a dupla nega as acusações. Eles alegam que o brasileiro, em 2017, prometeu enviar a quantia de 10 mil dólares referente a “Got To Get A Grip” remix do britânico Mick Jagger e não receberam o valor. Já Alok alega que a dupla se recusou a receber a quantia sem informar o motivo.


Para quem chegou agora ou não está tão a fundo no universo da música eletrônica, vale ressaltar que a prática do “ghost” é normal mesmo sendo condenada por diversos djs e defendida por outros desde que, o combinado seja realmente feito.


Muitos djs utilizam esta prática seja por questões criativas ou até mesmo falta de tempo por conta de agendas lotadas, a pressão da indústria para se manterem notórios e o ghost, utiliza, pois, ganha espaço no mercado mesmo que as escondidas para lá na frente, ele estourar no mainstream. Explicando de maneira bem clara: todo mundo já vu a história do Dj que ninguém conhecia e que aparece charteando e com a agenda lotada. Faz quanto tempo que você ouviu sobre algum Dj sem recurso nenhum que estourou no mainstream? Ou quantos Djs você conhece que, produzem muito dentro de suas limitações e parece que ninguém os enxerga (ou ouvem)?


No fim, todos em tese saem ganhando.

Será?


Opinião Editorial

Mesmo a prática, como falamos, sendo extremamente condenada por muitos e defendida por outros, ela é mais antiga do que se pode imaginar. Isso em TODAS AS ESFERAS da música. Até tocarem embaixo da mesa para quem não sabe os ghosts já tocaram. Nesse caso, a gente fala de música eletrônica, mas isso ocorre em todos os âmbitos das artes, afinal, quem nunca viu o colega receber crédito por algo que você fez ou sabe que não foi ele?


A grande questão é, por que esse assunto foi trazido à tona agora? Se essas supostas faltas de pagamento e creditação ocorrem a anos por que somente agora esse artigo surgiu? Justamente após o duo ser notificado pela Justiça de São Paulo em janeiro? E por fim, após o Sevenn começar a ser agenciado pela AudioMix?


Pensando bem, se a gente for cancelar e expor um, a gente tem que voltar no tempo e colocar muita gente nessa lista e em quase 12 anos de Remixa, podemos dizer que essa lista seria infindável...sem julgamentos, aceita quem quer. Ainda mais em tempos de pandemia onde as contas de todos nós ficaram gigantes.


Entre 2009 e 2011, o assunto “fake dj” tomou conta das redes sociais e das rodinhas de dj´s no Brasil. Houve um boato de que, o duo Felguk fazia “ghost” para o modelo Jesus Luz que atacava de Dj, chegou a lançar um disco e era o então namorado da cantora Madonna. Isso nunca foi confirmado e obviamente não temos provas disso, como disse, ERA UM BOATO FORTE.


Curiosamente em 2009, o Felguk lançou um remix oficial para a track “Celebration” a pedido da própria cantora que telefonou para a dupla e abriram um show dela no Rio de Janeiro.

Todos ganharam se o “ghost” ocorreu mesmo, mas alguns sites afirmam que o Jesus foi a ponte dessa collab.


De qualquer forma, até a conclusão judicial, nos resta apurar e informar de maneira clara, sem a forma tendenciosa como alguns veículos jornalísticos vem fazendo, as alegações de ambos os lados. Se o duo Sevenn possui provas que já foram enviadas para os responsáveis pelo caso, resta ao Alok mostrar as provas dele e esperar que o caso seja decidido, não pelo tribunal da internet e sim, por um responsável competente e no fim, a verdade vai prevalecer e saberemos qual o lado certo dessa história. Se é que existe um né? Segundo o colunista Léo Dias, Alok acredita que isso faz parte de uma campanha para sujar sua imagem.


E por fim, o ghost precisa ter peito para aceitar que alguém vai fazer sucesso no lugar dele e quem o contrata, precisa ter em mente que um dia, o ghost vai contar tudo em troca de algo que o favoreça e que o coloque em evidência.

E antes do meu cancelamento, saibam que eu mesma, musicalmente eu não curto, mas aprecio o fato de um brasileiro ter tanto reconhecimento na cena internacional.


Por Aline Moura.

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