87% DOS MÚSICOS ESTÃO COM A SAÚDE MENTAL ABALADA APONTA ESTUDO



Por Aline Mourad


Todo mundo sabe que além da preocupação com a contaminação pelo COVID, os músicos, DJs e staff noturno estão sofrendo as consequências da pandemia.


Desde a falta de dinheiro, uma vez que nenhuma casa noturna pode ser aberta por conta da segunda onda, a falta das festas tem abalado psicologicamente os DJs e staff. Como dissemos em outro artigo, viver da noite é difícil e viver sem ela é impossível para esses profissionais.


Muito deles estão partindo para outros empreendimentos e outros tem sobrevivido graças a lives monetizadas e ajuda de amigos.


Outros estão enfrentando o “esquecimento” das lives e até mesmo, partindo para a ilegalidade participando de festas clandestinas expostos ao vírus e a chance de serem autuados pela polícia e responderem na justiça por descumprimento das leis sanitárias em vigor.


E por último, artistas de renome adotaram o sistema NFT que é uma especie de edição limitada e conteúdo exclusivo aos fãs mas que gera muita controvérsia no meio musical por ser extremamente caro e tem entre seus adeptos DJs como Steve Aoki, 3LAU, Madeon e deadmau5.


O festival Tomorrowland também adotou o sistema e realizou duas edições em 2020 cobrando um valor extremamente alto pelas transmissões.


O estudo conduzido pela Help Musicians do Reino Unido, mostra que a pandemia desestabilizou toda a população mundial e em especial, os trabalhadores da noite que, no Brasil, não recebem nenhum tipo de ajuda governamental ou incentivo para estes tempos de crise.


Djs, produtores e artistas da noite brasileira foram largados a própria sorte.


Enquanto isso na Estônia e outros países da Europa, 42 milhões de euros foram injetados na cultura para ajudar esses artistas, equipes e já estão preparando retornos triunfais de grandes festivais em 2022.


Mas é claro que a realidade brasileira é outra...


Opinião REMIXA BRASIL


Em todo o caso, não nos cabe julgar as ações dos DJs e outros trabalhadores que participam de festas clandestinas. Eles sabem o que estão fazendo.


Mas vale ressaltar que uma festa não se faz sozinha. O DJ não é o único errado dessa história.


Afinal todo mundo sabe o que é certo e o que é errado. Mas fato é que em meio a tantos problemas acusados pelo COVID, principalmente a sua letalidade, a saúde mental importa e deve ser tratada corretamente. Como cidadãos, todos temos contas a pagar e coisas para comprar: o DJ não foge à regra.


Muita gente não tem outra profissão pois quem é DJ sabe, o quão impossível é conciliar a vida noturna com um trabalho diurno.


Você que lê esse texto pode pensar que é por conta da agenda cheia. Pode até ser, mas é uma agenda cheia que paga muito mal (quando somos pagos). Para ilustrar essa opinião, pergunte a qualquer DJ quanto tempo se leva para pesquisar ou para produzir músicas.


Como ninguém imaginou uma pandemia, muitos dedicaram a sua vida inteira apenas à arte da mixagem.


Custa zero centavos ajudar um amigo nessa situação, seja apoiando sua live, contribuindo com o que puder, compartilhando e divulgando a todos. Em tempos como este, é natural que a inspiração desapareça então é mais do que normal uma live com tracks mais antigas ou a falta de atualizações nos sets.


Caso seu amigo DJ tenha mudado de rumo, está em um empreendimento ou projeto novo por questões de sobrevivência, apoie e consuma o produto dele.


Eles não estão aqui apenas para te fornecer um vip. Eles precisam de você, como você precisa deles afinal, sem música a vida não tem sentido. E se não fosse pela música, a gente não tinha chegado até aqui...


Você ja conversou com seu amigo DJ ou staff da noite essa semana? Já procurou saber como ele está? Deixou ele desabafar com você?


Saúde mental importa!


Protejam-se DJs! Isso vai passar e vamos nos ver na pista de novo!

Canal Remixa aberto a todos para divulgação ou apenas uma conversa entre colegas de profissão: basta nos procurar em nossas redes sociais!

Vamos criar uma corrente do bem!

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